G.N.A. FUTSAL FEMININO

domingo, 13 de novembro de 2011

8ª Jornada - I Divisão Distrital de Futsal Feminino - Série B - A. F. Braga

8ª Jornada - 1ª Divisão Distrital - Futsal Sénior Feminino - A. F. Braga

Série ASérie B

*Jogo Maria da Fonte - ARJ Mogege realiza-se dia 24/11/2011 às 21h.

Tabelas: Clube Futsal

«II Torneio Mundial de Futsal Feminino»

«A Selecção Nacional de Futsal Feminino vai disputar o II Torneio Mundial, que terá lugar entre os dias 5 e 10 de Dezembro de 2011, em Fortaleza (Brasil).

A Equipa das Quinas, que se sagrou
vice-campeã no I Torneio Mundial, está incluída no Grupo B da competição, juntamente com as formações da Rússia, do Japão e da Argentina. No Grupo A figuram o Brasil, a Espanha, Angola e a Venezuela.

Portugal estreia-se a 5 de Dezembro, defrontando o Japão, seguindo-se as partidas com a Argentina (6 de Dezembro) e a Rússia (dia 7).

As meias-finais do II Torneio Mundial de Futsal Feminino jogam-se a 9 de Dezembro, com a final marcada para o dia seguinte. Todas as partidas decorrerão no Ginásio Paulo Sarasate.

Eis o programa de jogos da competição:

= 1ª FASE =
05.12.2011 (1ª Jornada)
Jogo 1 - 14h00: Angola vs Espanha
Jogo 2 - 12h00: PORTUGAL vs Japão
Jogo 3 - 18h00: Rússia vs Argentina
Jogo 4 - 20h00: Brasil vs Venezuela

06.12.2011 (2ª Jornada)
Jogo 5 - 14h00: Japão vs Rússia
Jogo 6 - 16h00: Venezuela vs Angola
Jogo 7 - 18h00: Argentina vs PORTUGAL
Jogo 8 - 20h00: Brasil vs Espanha

07.12.2011 (3ª Jornada)
Jogo 9 - 14h00: PORTUGAL vs Rússia
Jogo 10 - 16h00: Espanha vs Venezuela
Jogo 11 - 18h00: Japão vs Argentina
Jogo 12 - 20h00: Brasil vs Angola

08.12.2011 (4ª Jornada)
Jogo 13 - 14h00: 3º Grupo A vs 4º Grupo B
Jogo 14 - 16h00: 3º Grupo B vs 4º Grupo A

= 2ª FASE =
09.12.2011 (Meias-finais)
Jogo 15 - Derrotado Jogo 13 vs Derrotado Jogo 14
Jogo 16 - Vencedor Jogo 13 vs Vencedor Jogo 14
Jogo 17 - 1º Grupo B vs 2º Grupo A
Jogo 18 - 1º Grupo A vs 2º Grupo B

= 3ª FASE =
10.12.2011 (FINAL)
Jogo 19 - Derrotado Jogo 17 vs Derrotado Jogo 18
Jogo 20 - Vencedor Jogo 17 vs Vencedor Jogo 18
As horas apresentadas são locais»



Fonte: www.fpf.pt

«A HIDRATAÇÃO DO ATLETA»

«A gestão da ingestão de líquidos e electrólitos é provavelmente o aspecto mais negligenciado pelo atleta amador ou até mesmo pelo profissional.

Durante o desenvolvimento do exercício físico, a actividade metabólica pode aumentar até vinte vezes mais. Muita da energia dispendida, é libertada na forma de calor e este é proporcional à intensidade do exercício.

Este calor é dissipado do corpo do atleta quer por irradiação, quer pela evaporação do suor. Cada grama de suor evaporado, remove aproximadamente 0,6 kilocalorias, pelo que a sudação é a forma mais efectiva de transferência do calor do corpo para o meio ambiente.
A produção de suor é proporcional à subida da temperatura do corpo e pode exceder os dois litros por hora.

No atleta que não consiga por variadas razões, uma adequada termoregulação, o nível de perdas líquidas pelo suor pode ser superior ao nível de absorção de líquidos pelo intestino e nesta situação passa a haver um défice de água, instalando-se um estado de desidratação.

A desidratação deve ser sempre muito preocupante para o atleta, quer pelos inerentes riscos cardiovasculares, quer pela perda de desempenho (performance) que provoca e também por ser terreno favorecedor para o desenvolvimento de lesões de sobrecarga, particularmente no tendão.

ALGUMAS NORMAS PARA CONTROLO DA DESIDRATAÇÃO

Duas horas antes do desenvolvimento da actividade física (treino ou jogo), o atleta deve ingerir dois bons copos de água ou de uma bebida dita “sport drink“. Meia hora antes, deverá voltar a ingerir mais um bom copo. As “sport drinks“ não podem ter mais de 8% de hidratos de carbono, de modo a não haver uma diminuição na sua absorção no intestino. Os sumos de fruta e as bebidas com frutose, não podem ser ingeridas pela mesma razão e por poderem provocar sérios problemas gastrointestinais durante o treino ou o jogo.

Durante o desenvolvimento da actividade física, o atleta tem necessidade de fazer ingestão a cada 15/20 minutos, de 200 ml de uma bebida que contenha sempre: 6 gr. de cloreto de sódio e de 60 gr. de glicose ou sacarose, por litro. Pode utilizar em alternativa, qualquer das “sport drinks“ de qualidade existentes no mercado. O ATLETA NUNCA PODE BEBER ÁGUA SIMPLES.

Do mesmo modo não pode ingerir águas minerais e ou bebidas com gás, como laranjada, gasosa, cola, etc.

COMO FAZER A REHIDRATAÇÃO

O atleta deve efectuar sempre, antes e depois do desenvolvimento do exercício físico, a sua pesagem e fazer o registo desta (em caderno próprio).
Por cada quilo perdido, deve efectuar nas 6 horas seguintes, a ingestão de 1,5 litros de uma bebida que contenha sempre: 6 gr. de cloreto de sódio e de 60 gr. de glicose ou sacarose, por litro. Pode ingerir água simples às refeições, desde que coma os alimentos com sal.»


Fonte: www.stoplesoesnodesporto.com

«E o Guarda-redes...? Ele também existe...»

«Pois bem... Antes demais quero agradecer ao FutsalGlobal por ter a iniciativa de convidar técnicos de futsal para expôr suas opiniões em determinadas áreas da nossa modalidade. No meu caso vou falar do treino de guarda-redes, lamentavelmente, um posto pouco falado, mas é tanto ou mais importante o seu treino, como os restantes jogadores de campo, não é por nada que por vezes ouvimos este tipo de comentário: "...O GR é meia equipa...".

Os meus artigos são baseados da minha experiência como treinador de guarda-redes nos nacionais, formações, cursos e pesquisas. Neste 1º artigo vou falar de um tema que alguns treinadores ignoram ou têm falta de conhecimento que o problema existe, que é "O problema do medo no Guarda-redes".

* O medo é um elemento que preocupa bastante, treinadores e os próprios guarda-redes.
* A existência do medo evita uma movimentação calma e concentrada, é portanto, contra produtora ao sucesso. O medo aparece em todos os degraus de prestação competitiva, em especial após as lesões .
* Primeiramente, o medo é apenas um sistema de protecção natural, através do qual, o corpo deve evitar sofrer danos... A consequência lógica de tal premissa, é a de que o medo só pode ser retirado, quando o corpo aprender a enfrentar os perigos que surgem durante o jogo, de maneira diversa. O problema do treinador não consiste tanto em retirar o medo mas mais torná-lo inútil, através da implementação de maiores capacidades no guarda-redes.
* Naturalmente um aspecto bastante importante neste campo é a motivação. Quanto maior for a motivação, mais depressa o jogador estará pronto a ultrapassar a sua onda de medo.

Na maior parte das vezes, é notório o medo do embate da bola, vou divulgar alguns aspectos que devemos ter em atenção.

* Deve ser desenvolvida, em relação ao guarda-redes, uma sensação em relação à bola. O relacionamento do guarda-redes com a bola deve ser algo natural e evidente. Exercícios no âmbito da coordenação bola-corpo tem aqui, uma particular importância.
* O treinador nunca deverá focar os perigos do embate da bola. O medo é facilmente activado através da descrição das possíveis consequências. Se no entanto for o guarda-redes a procurar conversar sobre o tema o treinador aceitará e chamar-lhe-á a atenção para as possibilidades de fazer frente aos perigos, através de trabalho específico que está a executar.
* É imprescindível evitar exigências demasiadas grandes. Provas de coragem como por exemplo fazendo passar a bola rente à cabeça do guarda-redes, sem que este se mexe, destinam-se a aumentar o medo e não diminuí-lo.

Existem varios tipos de medo: Medo do desconhecido, Medo do fracasso, Medo da dor, Medo do choque.

1- Medo do desconhecido: - Nas posições de guarda-redes não é tanto possível como nos outros postos, planear antecipadamente as suas acções, pois estas dependem normalmente das acções desencadeadas pelo adversário. Podemos criar exercícios aonde faça crescer no guarda-redes a sensação de poder fazer face a novas situações.
* Exercício : - O guarda-redes encontra-se de olhos fechados à frente do treinador. Este segura a bola ao alcance do guarda-redes (em baixo, em cima, ao lado, etc...). O guarda-redes de olhos fechados abre-os passados 5´´ e tenta defender a bola.
* Comentário: Este exercício permite ao guarda-redes habituar-se a situações desconhecidas, perigosas e inesperadas ( por exemplo a bola à frente da cara), sem que algo lhe possa acontecer. Podem assim treinar sem perigo as reacções certas em situações desconhecidas.

2- Medo do fracasso: O fracasso dos jogadores de campo são muitas vezes pouco perceptíveis e chamam pouco a atenção de quem está de fora. Para o guarda-redes o perigo de se "queimar" pela sua posição isolada na área de baliza é significativamente maior. Em especial bolas aparentemente fáceis de defender.
* Exercício: - O guarda-redes está deitado de costas com os braços em posição normal, como se estivesse na baliza. O treinador deixa cair bolas no chão de uma altura de 50 cm, à direita da cabeça do guarda-redes em seguida à esquerda e assim sucessivamente. O exercício é feito inicialmente com toda a suavidade. Se o guarda-redes seguir a bola com os olhos sem pestanejar pode-se aumentar a intensidade dos lançamentos e a distância. Quando os olhos começarem a pestanejar deve-se lançar mais baixo e novamente com suavidade pois o guarda-redes revela sobrecarga.
* Comentário: -Este exercício permite ao guarda-redes adquirir auto confiança, ele sente que concentrando-se nos movimentos da bola, de um lado para o outro, deixa de pestanejar, sinal de que não fracassa em situações fáceis.

3- Medo da Dor: Levar com a bola pode ser doloroso. Também a execução de determinados movimentos técnicos pode causar dor, quando o guarda-redes não estiver devidamente preparado para os executar, através de treino adequado da flexibilidade. Deverá apresentar boa condição física, quando melhor preparado menos dor resulta do impacto da bola.
* 1 Exercício : - O guarda-redes atira a bola ao ar e repele-a várias vezes com o peito ou ombros.
* comentário: - Primeira habituação ao contacto corpo-bola.
* 2 Exercício: - O treinador passa a bola ao guarda-redes que a devolve com o peito, ombros ou cabeça.
* Comentário: - Trata-se de fazer com que o guarda-redes dirija totalmente o seu corpo para a defesa da bola sem qualquer receio.

4- Medo do choque: Em especial em remates do pivot, mas também em situações de contra-ataque, onde é possível o choque com o jogador atacante. O cálculo correcto da situação de jogo é uma decisiva técnica defensiva que diminui bastante o risco de choque. Assim, deve-se levar ao conhecimento dos guarda-redes que por exemplo na defesa dos remates feitos na ala uma saída longa em demasia, reduz a possibilidade de sucesso. Em remates da posição central cada guarda-redes deve ter a sua posição óptima de saída também em função do atacante.
* 1 Exercício: - O guarda-redes faz a cambalhota à frente e à retaguarda e quando sai da cambalhota o treinador na posição de ala ou pivot, passa-lhe a bola e este sempre que possível, agarra e devolve.
* Comentário: - As bolas não são atiradas com força pelo que o guarda-redes não tem de ter medo. Não faz mal que a bola por vezes seja atirada antes do tempo, pois o contacto com o guarda-redes e sendo com pouca força, habituam este ao contacto com a bola a ao cálculo de evitar o choque com o treinador.
* 2 Exercício: - O guarda-redes está na frente do seu treinador (pé ou sentado) de olhos fechados e com as mãos junto à cara preparadas para receber a bola. O treinador atira a bola com cuidado para as mãos. O guarda-redes então deve procurar agarrá-la assim que sente esta tocar-lhe as mãos. A pouco e pouco atirar a bola com mais força.
* Comentário : - O Exercício serve para desenvolver a sensibilidade para com a bola e ensinar o contacto corpo-bola. Deve ser executado com muito cuidado na fase inicial. É reconhecível pelo piscar dos olhos fechados, quando este começa a exigir demais de si próprio. Este é o sinal para o treinador atirar mais devagar. A intensidade do lançamento deve ser gradualmente aumentada.

Com este artigo espero que ajude todos os treinadores nas suas unidades de treino a resolver situações de MEDO dos seus guarda-redes que por vezes nunca damos importância, mas com o treinamento, certamente melhora o performance dos guarda-redes.»



Texto: Celso Henriques
Fonte: www.futsalglobal.com

sábado, 12 de novembro de 2011

«Como se escreve "evolução" no feminino?»

«Nos últimos tempos, os campeonatos femininos têm vindo a ganhar cada vez maior destaque, quer com o surgimento de projetos em prol da não-discriminação de género quer com a adesão de técnicos bem formados e figuras conceituadas ao futsal em versão cor-de-rosa.

Fala-se, há incontáveis anos, de uma utopia chamada Campeonato Nacional e da reativação das Selecções Nacionais. Diz-se que a solução estará a um mês de distância - veremos o que trará o processo eleitoral que decorre na Federação Portuguesa de Futebol. Mas antes de tudo isso, antes de estruturas e calendários competitivos, creio que urge mudar mentalidades naquela que é a fatia maior das equipas de futsal feminino.

Assistimos em diversos campeonatos à existência de uma ou duas equipas dominantes que se sagram quase religiosamente campeãs, cuja diferença de qualidade é, a todos os níveis, abismal para as demais formações. E o que fazem as demais formações para contrariar esta hegemonia? Infelizmente, na sua quase totalidade, resignam-se. Não é raro ver jogos entre estas equipas dominantes e outras da mesma divisão em que mesmo em desvantagem, o jogo se mantém de sentido único. Defesa nos dez metros, nove, oito, sete ou um. Zona, individual ou mista? Tanto faz, tudo ao molho e fé em Deus. Autocarros nas balizas. Em algumas camiões. Com atrelado, galera, reboque, semi-reboque e afins.

Infelizmente, parece haver um concurso alternativo nos campeonatos, uma espécie de taça de primeiro dos últimos em que quem sofrer menos golos das equipas ditas dominantes ostentará uma faixa de radioso orgulho. Há excepções, é certo, como em tudo. Mas, na sua maioria, permanecem um imobilismo e um comodismo fáceis, um crónico nada-fazer. "As outras são melhores, temos que aceitar e dar-lhes os parabéns". Perdoem-me, mas o tanas!

Apliquem-se, estudem, desenvolvam métodos de trabalho, pensem pela própria cabeça, pressionem alto, joguem com guarda-redes volante. Percam por muitos se for preciso, mas saiam verdadeiramente da quadra com a noção de dever cumprido. Desenvolvam estratégias, estruturas, filosofias, percam (ganhem) tempo a formar jogadoras. Pode sair uma ou outra para um destes clubes dominantes, mas com um bom trabalho o sucesso será sempre estrutural, não apenas conjuntural. Criem culturas de vitória. No fim do dia, isto do futsal vai ser bem mais saboroso.

Mas por ora, enquanto o não conseguem - porque as coisas boas demoram o seu tempo a construir - ponham os olhos no futebol, onde tanto se fala da festa da Taça. Onde em semana de verdadeiros confrontos entre Davids e Golias, os jogadores dos clubes de menor expressão vão diariamente para a cama, cerram os olhos e sonham com o golo impossível, com o festejo exuberante, com o dia de sonho. Bem dizem eles, nada a perder, tudo a ganhar. E não é raro haver os chamados tomba-gigantes. Mas para isso há que fazer pela vida. E não ceder à treta do triste fado lusitano.

Entrar num jogo já com os olhos postos na derrota não é o caminho para o sucesso. É, sim, o caminho para que cada vez mais meninas desistam, porque acham que os seus limites são bem mais terrenos do que realmente o são. É sim para que cada vez menos meninas tenham prazer em jogar futsal - mesmo as dos melhores clubes que ao longo de uma época têm de esperar meses pelos jogos competitivos. É sim para que cada vez menos gente que tanto gosta da nossa modalidade sinta vontade de se deslocar a um pavilhão.

Depois de tomar posse, o ex-Seleccionador Nacional espanhol e agora presidente da Liga Profissional do país-vizinho, Javier Lozano, preocupado com a viabilização do produto "futsal" reuniu com todos os clubes, mas deu especial ênfase àqueles que, ano a ano, se tornaram conhecidos por se fecharem a sete ou oito chaves na defesa. Explicou-lhes que ninguém, à excepção de meia dúzia de pessoas com uma doença chamada clubite crónica, teria interesse em ver jogos de futsal de sentido único. Explicou-lhes que nem os clubes grandes beneficiariam com isso, porque não conseguiriam nunca testar com efetiva eficácia os seus limites. Nunca conseguiriam superar-se.

É esse o desafio que lanço a todos aqueles que dispendem o seu tempo em prol do futsal feminino - embora este repto possa também servir a muitos exemplos que grassam no género masculino - arrisquem! Queiram ter e tenham qualidade! Mesmo sem condições perfeitas ou ideais, superem-se e façam verdadeiramente algo pela modalidade. Sonhem mais alto! Enquanto esperam por decisões políticas que tardam e vão falhando, façam algo que é, no imediato, tangível! Ocupar horas de pavilhão não chega. É preciso exigência e entusiasmo. E esses só surgem quando em qualquer jogo, seja qual for o adversário, se tem pelo menos a ilusão de que afinal, na hora da verdade, quando o árbitro apita, são cinco contra cinco e a bola é redonda. Ou esférica, como os inimigos da poesia desportiva optam por lhe chamar.»



Texto: Francisco Fardilha (Treinador de futsal)
Fonte: www.futsalglobal.com